018-Site.png

Tudo que é organizado se destaca

No post anterior falamos sobre as 5 coisas em comum entre bibliotecários e diagramadores e isso despertou um insight em um colega de profissão, que nos mandou o relato a seguir contando como realizou o caminho contrário em sua vida profissional.

No primeiro artigo que fiz para o LinkedIn (clique aqui para conferir), comentei sobre os anos que passei na publicidade em minha antiga carreira – quase uma vida atrás –, mas não entrei em detalhes a respeito daquilo que mais fiz em todo o período: diagramação. Já ouvir falar?


Vamos voltar um pouco no tempo.

Até o final dos anos 1980, revistas, jornais, livros e embalagens (só para ficar nos principais produtos) tinham que ser “diagramados”, ou seja, você que era o tadã… Diagramador, o profissional das artes gráficas que reunia imagem (fotos ou desenhos) com o texto e organizava tudo no espaço de modo que o aspecto do produto (ou texto ou qualquer outro objeto) ficasse atraente, despertando o desejo de ver, de ler e de comprar, claro.

Tudo isso acontecia graças a um milagre chamado “composição”, que não serve apenas para o Diagramador (Fotografia, Música, Dança e outras formas de Arte também fazem uso dela), mas, na Área das Artes Gráficas, a composição quer dizer – falando de forma bem enxuta – organizar informações.

Quando me formei lá no início dos anos 1990 era na tudo na prancheta, com nanquim, réguas e, honestamente falando, muita habilidade. Poucos anos depois vieram os computadores pessoais com programas gráficos e tudo virou editoração eletrônica. Isso facilitou a vida de todo artista gráfico, mas mesmo com o auxílio da tecnologia, a missão era mesma desde Gutenberg: organizar os elementos visuais para que o impresso ficasse atraente.

Com a chegada da web comercial, muitos diagramadores (eu incluso) partiram para fazer a mesma coisa, mas, desta vez, em outro tipo de suporte, as páginas para a internet. O desafio foi mudar de conteúdo, que deixa de ser estático (impresso) e passa a ser dinâmico (web), mas ainda assim precisa estar organizado, acessível e, o mais essencial, atraente.


No post dessa semana, a Metodológica lembrou-me de algumas vantagens que os bibliotecários têm em trabalhar com diagramação, fruto de afinidades entre as áreas. Não é à toa que eu acabei saindo de uma e caindo na outra, mas sem abandonar o que aprendi anteriormente.

Contudo, que ninguém se engane, pois o número de habilidades e ferramentas para “diagramar” um conteúdo dinâmico, capaz de funcionar na web, dentro de tablets, celulares, eReaders e afins, ficou cada vez mais complexo e repleto de peculiaridades.

No início havia fotolito, estilete, tesoura e prancheta. Um longo caminho depois cheguei em xhtml, css e jpg, mas o objetivo ainda é o mesmo.


Tudo que é organizado se destaca.


Posso garantir que desde a primeira revista que diagramei até os eBooks que estou produzindo hoje – fruto de um processo que começou ainda na Universidade do Livro em SP, em 2011 –, qualquer material elaborado por você ou pela sua empresa precisa de clareza e organização. Não adianta só o produto ser bom.

Lembre-se disso. Ah! Lembre-se de mim para fazer seu eBook, seja em epub ou pdf, pois é uma alternativa prática e agradável de apresentar suas ideias.


Esta foi uma postagem de convidado. Tarsis Salvatore é consultor na área de informação com experiência em Comunicação e Marketing e atualmente trabalha com organização de arquivos, documentos, certificados, livros, aulas e quadrinhos (tanto em formato físico quanto digital), além de apresentações profissionais e trabalhos com Visualização de Dados (Data Visualization).

Quer ver o seu artigo no MetodoBlog? Clique aqui para entrar em contato conosco e seja um conteudista você também.

Tarsis Salvatore

Criador do projeto da Gibiteca da Biblioteca de São Paulo (BSP), rato de bibliotecas e hard user de informática (com ênfase em Linked Open Data)

Adicione o seu comentário

Posts Relacionados