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Informação segura

Em terra de coronavírus, quem sabe onde encontrar informação é rei!

Olá! Tudo bem?

Se você vive no planeta Terra, já deve ter ouvido falar do coronavírus e provavelmente está se sentido sobrecarregadx com a quantidade de informação descarregada em nossos ouvidos nos últimos dias. Então, fica mais um pouco que, como uma boa bibliotecária, vou te ajudar a filtrar tudo isso e colocar a sua atenção no que realmente importa além dos memes.

A primeira coisa que temos a fazer é entender o que é o coronavírus e como ele funciona. Como o próprio nome já diz, trata-se de uma doença viral que causa infecções respiratórias a quem a contrai. Batizado oficialmente de COVID-19, o novo agente da família de vírus corona foi detectado em humanos durante os primeiros casos da pandemia que estamos vivendo, na China, mas ele existe desde a década de 1930 infectando principalmente crianças e idosos, considerados como população de risco devido à instabilidade de seus sistemas imunológicos.

As formas mais comuns de transmissão do coronavírus ocorrem, principalmente, através do contato pessoal, onde gotículas de saliva decorrentes de uma tosse ou espirro contaminam objetos e superfícies do ambiente, as mãos e roupas de seu portador ou mesmo o próprio ar que respiramos. Uma vez infectadxs, temos sintomas como febre alta, tosse e dificuldade de respirar, tal qual um resfriado comum, e podemos não dar a devida importância ao problema adiando o seu tratamento adequado.

Se você tem algum desses sintomas, viajou ao exterior recentemente ou teve contato direto com pessoas aparentemente gripadas, procure ajuda nos canais corretos. Sites oficias do Ministério da Saúde como o coronavirus.saude.gov.br e o saude.gov.br/fakenews/coronavirus são fontes seguras de informações confiáveis sobre como proceder com a detecção, tratamento e controle da doença, além de alertar sobre a disseminação de fake news que só atrapalham e promovem pânico em uma situação como essa.

Nesse momento, a conscientização social é muito importante para que a doença não espalhe em proporções mais desastrosas ainda, e isso é totalmente possível se tomarmos atitudes simples como:

  • Evitar o convívio social, saindo de casa somente em extrema necessidade;
  • Higienizar superfícies muito utilizadas como maçanetas e celulares;
  • Lavar as mãos frequentemente com água e sabão e não ficar tocando no rosto;
  • Manter os ambientes abertos e arejados para a circulação do ar;
  • Cobrir o nariz e a boca caso tenha necessidade de tossir ou espirrar;
  • Não compartilhar objetos como garrafas de água, copos e talheres;

E o mais importante:

  • Não seja egoísta! Ao continuar vivendo como se nada estivesse acontecendo, indo ao cinema, teatro, museus, restaurantes e demais atividades de lazer com grandes concentrações de pessoas coloca você e todos do seu convívio em risco. Podemos não manifestar a doença, mas transmiti-la a familiares e colegas com condições de saúde menos favoráveis que a nossa para sair dessa pandemia numa boa. #conscienciapeople

Agora um papo reto de bibliotecária: como profissionais da informação que somos, temos a obrigação de divulgar fontes seguras de obtenção dados, incitar boas práticas para nossos ambientes de trabalho, promover mudanças emergenciais nas instituições a que nos dedicamos e orientar todo e qualquer cidadão que esteja precisando (saiba ele ou não) de ajuda, inclusive quando presenciarmos alguma prática equivocada.

A American Library Association (ALA) criou uma página específica para auxiliar a nós, bibliotecárixs, nessa empreitada, chamada Pandemic preparedness resources for libraries e você pode acessá-la clicando aqui. Nela, são citadas algumas ações que podemos implantar imediatamente para o combate ao coronavírus e isso me inspirou a entrar em contato com diversos colegas questionando o que eles têm feito em suas bibliotecas para complementarmos essa lista, cujo resultado apresento a seguir:


Recursos Humanos
  • Fechar a biblioteca por tempo indeterminado, se possível (funcionários também estão sujeitos a contraírem o vírus e o alastrar ao ter contato com o público no setor de referência);
  • Criar um rodízio de funcionários durante o período de pico do vírus para diminuir a interação entre as pessoas;
  • Limitar o horário de atendimento presencial em dias e horários, se não for possível fechar o departamento temporariamente;
  • Interromper a exposição de funcionários e usuários a ambientes climatizados de acervos especiais, se possível.
Infraestrutura
  • Fechar a circulação de usuários no acervo para evitar contaminação através dos materiais;
  • Remover algumas cadeiras para aumentar o distanciamento entre os consulentes;
  • Limitar o número de pessoas para o acesso concomitante aos espaços comuns;
  • Suspender o uso das salas de estudo em grupo (por se tratarem geralmente de ambientes fechados);
  • Trocar o ar condicionado pela ventilação natural, mantendo as janelas e portas abertas;
  • Higienizar objetos como telefones, teclados, mouses, mesas e cadeiras com maior frequência diária.
Atendimento
  • Evitar a realização de Empréstimos Entre Bibliotecas (EEB) para não colocar os próprios funcionários em risco no trânsito dos materiais;
  • Liberar maiores quantidades de itens emprestados por consulente, considerando os períodos de recesso das atividades regulares;
  • Interromper a aplicação de multas e demais sanções por conta de atrasos na devolução dos materiais (muitas pessoas não terão condições de sair de casa para realizar a entrega dos itens emprestados);
  • Disponibilizar álcool em gel 70% nas portas de acesso e zelar para que todos o utilizem na entrada e saída do ambiente;
  • Fornecer máscaras e luvas descartáveis para quem manifestar sintomas de gripe (e explicar como deve ser realizado o seu descarte corretamente);
  • Adiar ou cancelar eventos (como contação de histórias, grupos de leitura etc.);
  • Separar os itens recém devolvidos em “quarentena” por algumas horas e para que sejam higienizados antes da devolução nas estantes;
  • Instruir para que os consulentes realizem as suas pesquisas remotamente, diminuindo ou cessando a utilização dos terminais de consulta (que são de uso comum);
  • Promover atendimento remoto (telefone, e-mail, WhatsApp), tirando dúvidas e direcionado os consulentes à acervos online;
  • Adaptar os serviços, se possível, com a liberação do acesso a plataformas de dados fora do ambiente institucional ou entrega em domicílio dos empréstimos realizados;
  • Utilizar métodos analógicos em unidades com empréstimos automatizados, suspendendo identificações por biometria.
Comunicação
  • Divulgar ações oficiais de nível governamental, a partir de fontes confiáveis de informação;
  • Produzir e espalhar cartazes informativos sobre boas práticas no ambiente da biblioteca;
  • Criar ou participar de núcleos de ação no combate à doença em suas instituições (inserindo a biblioteca, às vezes renegada, no planejamento geral ou chamando a responsabilidade dos gestores para se criar um plano organizacional que envolva todos os departamentos).

Além de tudo isso (e se tiver alguma ideia que não foi citada, compartilhe nos comentários para disseminarmos a informação), se quiser saber ainda mais sobre o que podemos fazer com relação ao coronavírus em nossas bibliotecas, fique ligadx nesse evento online que a ALA promoverá com três bibliotecárias especialistas no assunto:

Data: 26/03/2020

Horário: 16h.

Local: o evento será realizado online através da ferramenta Zoom, com transmissão simultânea no YouTube.

Descrição: três bibliotecárias ativas em iniciativas estaduais, regionais e nacionais no território estadunidense discutirão os papéis que os bibliotecárixs têm em todos os tipos de ambientes e o que podem assumir durante emergências de saúde pública, como o atual surto de coronavírus. A combinação única de habilidades de pesquisa e avaliação é essencial nos momentos em que mitos e informações erradas alimentam o medo em torno desses tipos de eventos. Recursos credíveis, formas de parceria com agências internas e externas, e ideias sobre como agregar valor à sua instituição serão temas abordados nesta webinar de uma hora. (Fonte traduzida e adaptada de <https://www.library20.com/pandemicpanel>).


Referências

Para a confecção desse post, analisei e complementei informações divulgadas nos sites/perfis indicados a seguir. Acompanhem eles também para mais informações:


Contatos importantes

  • Telefone da ouvidoria do Sistema Único de Saúde (SUS) para tirar dúvidas e orientar a população: 136;
  • Aplicativo do Ministério da Saúde, com indicações de prevenção e unidades de saúde mais próximas: Coronavírus – SUS.
  • WhatsApp do Ministério da Saúde para a detecção e combate de fake news: (61) 99289-4640;
  • Página oficial do Ministério da Saúde sobre a doença: https://coronavirus.saude.gov.br/.

Ro Gravina

Cofundadora da Metodológica, responsável pela área de empreendedorismo e inovação. Leitora analógica. Organizada, mas nem tanto. Sagitariana, pra quem curte essas paradas. Uma bibliotecária fora da biblioteca.

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